Blogueira literária, apaixonada por livros, filmes, séries e outras coisinhas da cultura nerd. Responsável pelo projeto F.A.L.E. e pela revista Jovem Geek. Autora no Nyah, Spirit e Wattpad. Auxilia na revisão de originais e suporte a autores iniciantes.

5 de ago de 2014

Resenha : Doctor Who - Shada


Sinopse: Vista e cultuada em mais de 200 países, a série de TV Doctor Who é um ícone cultural britânico que conquistou mais de 70 milhões de fãs em 50 anos de aventura.O seriado acompanha o Doutor: um viajante misterioso, vindo do planeta Gallifrey, movido pelo desejo de explorar todos os cantos do tempo e do espaço. Um dos Senhores do Tempo, o Doutor é capaz de se regenerar para escapar da morte, mudando de corpo, rosto e personalidade. Com seus companheiros, humanos e alienígenas, ele protege a Terra e o cosmos contra perigos de todos os tipos. Shada reconta um episódio que nunca foi transposto para as telas de televisão, uma aventura “perdida” de 1979. Escrita pelo então editor de roteiros da série, Douglas Adams, o autor de O guia do mochilerio das galáxias, Shada traz a quarta encarnação do Doutor e sua companheira Romana II.

Essa resenha é para os verdadeiros Nerds. Aqueles que adoram ficção cientifica como Star Trek, Defiance, Star Wars, Senhor dos Anéis, Nárnia, Harry Potter, Guia do Mochileiro das Galáxias, Doctor Who, Avengers e todas essas outras coisas maravilhosas que nos tiram a atenção do que é importante e nos fazem olhar para o mundo com olhos totalmente diferentes.
 Essa resenha é, em especial, para aqueles que, como eu, tietam o Douglas Adams – descanse em paz – e amam Doctor Who demais.
 Comecei a ver Doctor Who no fim da era Tennant e no começo da era Smith. Conheci a série por um vlogueiro britânico que uma vez postou um vídeo sobre a série e digo com a maior certeza possível: Doctor Who é uma das coisas mais incríveis que você pode assistir.

 A série começou em 1963 com o primeiro Doutor (Willian Hartnell), entrando em hiatos e voltando somente em 2005 com o nono Doutor (Christopher Eccleston).  A série conta a história de um alienígena que se apresenta como “o Doutor”, sua espécie sendo a dos Senhores do Tempo que vivem no planeta Gallifrey. Os senhores do tempo tem o poder de regeneração e, quando o fazem, mudam completamente seu corpo e personalidade, porém você ainda pode ver traços do antigo.

 Claro que eu não vi desde 1963, você não precisa ir tão longe, a não ser que queira muito. Pode começar da temporada de 2005 que já entende bastante.

 Em meados dos anos 70, Douglas Adams, escritor do Guia do Mochileiro das Galáxias, fez alguns roteiros para a série de Doctor Who que estava em seu 4° Doutor (Tom Baker), porém o roteiro de um dos episódios nunca foi ao ar e, recentemente, pegaram o roteiro perdido e o transformaram em um livro.

 O livro começa contando sobre alguém chamado Skagra e sobre o Jovem Chris Parsons, um rapaz de 27 anos que é super inteligente em física – daquele jeito que eu nunca vou ser  - e é apaixonado por uma morena linda chamada Clare que é super inteligente em química – é, também não serei nisso, mas beleza.

 Assim que o primeiro capítulo começa, você percebe que o Skagra não é o cara mais legal do mundo. Ele quer ser, basicamente, Deus. Para que isso ocorra, ele precisa de um livro em especial que está na sala de um professor que leciona na faculdade de Cambridge. 

 Nós somos introduzidos ao Professor quando o livro começa a contar sobre o Joven Chris Parsons, um rapaz de 27 anos apaixonado por uma moça chamada Clare. Ele vai pedir alguns livros de química emprestados para o Professor, para impressionar a garota, mas acaba se confundindo e pegando uma obra que não deveria. Adivinha qual? Exato.

  Quando Chris entra na sala do Professor entende duas coisas: que o senhor é um velho louco e adora colecionar coisas. Porém o que mais chama atenção de Parsons é uma velha cabine azul de polícia que se encontra encostada. Ele acha aquilo loucura, porém nada fala. 
 O que ele não sabe, nem aqueles que não acompanham Doctor Who, é que o nosso Doutor viaja na TARDIS (Tempo e Relatividade Dimensional no Espaço) e que aquela cabine de polícia e maior por dentro!

  A partir dai o livro começa a desenrolar uma série de acontecimentos e desencontros que deixam você ansioso e com vontade de gritar "MEU DEUS!!!", porém não pode, e então chega um final surpreendente e você fica impressionado, como em todos os episódios dessa série maravilhosa, cheia de conhecimento, reviravoltas e loucuras que te fazem querer viajar o espaço em uma caixa de polícia mágica.

A obra é cheia de romance, aventuras, perigo, aventuras, humor, aventuras... Acho que vocês entenderam.

 O livro não me decepcionou em nenhum momento. Gareth Roberts, o escritor e roteirista que foi chamado para concluir a obra, foi fiel a narração de Douglas e fez um excelente trabalho com o material que tinha em mãos.

 SHADA tem um final surpreendente, uma trama eletrizante e te deixa com aquele gostinho de “eu preciso assistir ficção científica agora” na boca.

Eu recomendo SHADA para todas as pessoas. Para aquelas que não conhecem a série e para aqueles que conhecem.  É um livro que vale a pena ser lido sem sombra de dúvidas. Um presente que Douglas Adams nos deixou.


- Isabela Gomes

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