Blogueira literária, apaixonada por livros, filmes, séries e outras coisinhas da cultura nerd. Responsável pelo projeto F.A.L.E. e pela revista Jovem Geek. Autora no Nyah, Spirit e Wattpad. Auxilia na revisão de originais e suporte a autores iniciantes.

28 de abr de 2014

Resenha: Os viúvos (Mário Prata)

Sinopse:" O livro Os Viúvos, segundo romance policial de Mario Prata

Traz uma nova aventura do detetive Ugo Fioravanti e seu fiel companheiro Darwin Matarazzo na bela ilha de Florianópolis. Desta vez o ex-policial federal e agora detetive particular, Fioravanti, terá que desvendar dois sequestros, encontrar a dona de um belo traseiro pedido do príncipe de Dubai e descobrir quem é o louco remetente E.R.N. que lhe envia e-mails com desabafos sobre sua vida tediosa, seus problemas com a Receita Federal e com avisos dos vários crimes que cometerá. Será que os acontecimentos e os emails misteriosos têm alguma ligação? Quem é, afinal de contas, esse tal E.R.N.? Além da tumultuada rotina de uma investigação criminal, Fiora ainda precisa lidar com um triângulo amoroso envolvendo uma ex-namorada e sua filha, e resolver os problemas matrimoniais de Darwin, seu assistente. "

Título: Os Viúvos
Autor (a): Mário Prata
Editora: Leya
Páginas: 288

 Na minha vida eu sempre fui muito patriota em certos aspectos, em outros nem tanto. Eu amo o meu país, a beleza tropical, as mulheres e os homens belos, a felicidade que o brasileiro tem e todas essas coisas, mas devo admitir que quando chega na cultura do nosso país tenho lá minhas decepções. Mario Prata não é uma delas. 

 Eu já havia lido um dos livros de Prata chamado "Purgatório: a verdadeira história de Dante e Beatriz", inspirado no poema histórico de Dante Alighieri. O livro trás para nós uma mistura de suspense e humor que só ele sabe fazer e não me arrependi quando comprei "Os viúvos".

 O livro conta a história do detetive Ugo Fioravanti - personagem que também é protagonista no livro de Mario "Sete de Paus" - e de seu ajudante Darwin Matarazzo metidos em duas investigações: a primeira trata-se de um traseiro muito bonito, o qual está sendo procurado pelo Príncipe de Dubai e a outra sobre um homem que manda e-mails para Fioravanti falando sobre seus futuros crimes, o problema é que ele só de apresenta como E.R.N. Caso isso já não bastasse, ele ainda tem que lidar com um triângulo amoroso que é constituído por uma ex-namorada, a filha dela e ele próprio e também deve ajudar seu companheiro com o relacionamento conturbado que anda tendo com sua mulher.

 Devo dizer que as piores partes são sempre as que você tem que ler os e-mails mandados por E.R.N porque a vida do homem é extremamente monótona, é o estereótipo de um cara que vai morrer sozinho: tem 40 anos, vive com a mãe e é um grande mala, mas no fim você acaba percebendo a necessidade de lê-los e percebe que ele não é tão ruim assim. 

O que eu gosto ainda mais nesse livro é que, em nenhum momento, Ugo Fioravanti tenta se passar por um herói certinho e ético de todas as formas, ele faz seu trabalho e ajuda pessoas, mas também é adultero, fuma, é alcoólatra e muito tarado.

 No livro, se você for bem informado, pode ver também algumas alfinetadas que Mario dá na politica da Receita Federal e na Justiça brasileira, o que eu acho bem interessante porque você não vê muitos fazendo isso. 

Bem, eu não vou mentir, antes de ler Purgatório eu tinha um pré-conceito muito grande em relação a autores brasileiros porque veja bem, você passa a vida toda sendo obrigado a ler livros como Dom Casmurro, Brás Cubas, Primo Basílio, entre outros, logo, pelo menos para mim a alguns anos atrás, a literatura brasileira era algo bem chato. Veja que não estou dizendo ruim, mas é uma leitura monótona e que requer litros de paciência e força de vontade. Após a leitura do livro de Mario, fui atrás de outros autores brasileiros e me apaixonei por como o Brasil é um país rico em ficção, humor, suspense, romance e etc.Logo, fico feliz em dizer que Os Viúvos não me decepcionou. 

Com inspirações vindas dos livros de Agatha Cristie, Arthur Conan Doyle, Manuel Vásquez e outros grandes escritores, Prata narra tudo com um humor que só ele sabe fazer e deixa a trama no suspense do início ao fim. 


- Isabela Gomes

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