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30 de abr de 2014

Resenha O Castelo Animado- Diana Wynne Jones


Autor(a): Diana Wynne Jones
Editora: Record
Páginas: 320

E se você perdesse toda a sua juventude e beleza em menos de um minuto? O que faria? Pode ser uma coisa impossível de conceber, mas foi exatamente o que aconteceu a Sophie, a protagonista dessa história.

Ela, como a mais velha de três irmãs, de acordo com os costumes de Ingary, é a que menos se sairia bem se fosse em busca da sua sorte. Então, enquanto sua irmã caçula  foi mandada para aprender feitiçaria, e a outra irmã, para um café, Sophie teve de se contentar em herdar a loja do pai, uma chapelaria...

O que ela não esperava era que as coisas não seriam tão simples assim. Um dia, a Bruxa das Terras Desoladas lhe faz uma visita e a amaldiçoa -inicialmente, sem motivo algum- tirando sua beleza e lhe dando uma aparência de noventa anos. Sem poder falar de sua maldição com mais ninguém, ou sequer se mostrar ao resto da família, ela pega suas coisas e sai em direção as Terras Desoladas, em busca de algum meio para se livrar da maldição...
É ai que encontra pela primeira vez O Castelo Animado, uma estrutura decadente ao extremo, que parece prestes a se desmontar, e por incrível que pareça, se move. Mas não sozinho.




O responsável por mover o Castelo é Cálcifer, um demônio do fogo, que está preso tanto a estrutura quanto ao dono do lugar, o famoso, mulherengo e mal falado Mago Howl. Por sua natureza, logo este repara no feitiço que está sobre Sophie, e lhe faz um acordo... se ela liertá-lo de seu “cativeiro”,  ele a ajuda a desfazer sua maldição. E a partir dai, ela se torna a “faxineira” do lugar, uma desculpa para poder olhar onde quisesse... embora o próprio Howl não deixe de forma alguma ela entrar em certos lugares.

O que dizer do Mago em questão? Ele é insuportável. Só é agradável quando convém ou quando tenta conquistar uma moça. No mais, é egoísta, pretensioso e muitas vezes covarde -embora mostre um lado distinto mais para frente do livro- podendo chegar a ser realmente obcecado por sua aparência. Ele tem a má fama de roubar corações de mulheres, mas Sophie afirma que não encontrou nenhum coração enquanto fazia sua faxina...

A obra em si é repleta de fantasia e humor, embora seja um pouco sinsitra em algumas partes, tendo um toque de suspense, na medida certa. É uma leitura rápida e fácil, raramente chega a cansar. Imagino que a partir do momento que você começa, é impossível parar, até porque é um livro pequeno para os padrões.

Teve uma adaptação para animação por Hayao Miyazaki, em 2004. Existem muitos pontos distintos entre o livro e o filme, a começar pelo habitual corte de personagens e passando por modificações grandes na história, mantendo muito pouco do original, mas ainda assim é um bom roteiro. E também mais suave, já que a Bruxa não é tão má quanto deveria nessa versão. Não aconselho a assisti-lo esperando por fidelidade, porque definitivamente vão se decepcionar.

A autora é Diana Wynne Jones, com pelo menos 40 obras publicadas -muito poucas tem versões  em o português... só pra variar- e fez desse livro o primeiro de uma trilogia. Embora Sophie, Howl e Cálcifer não sejam protagonistas nos outros dois, tem pápeis com muita importância, e como todo personagem carismático, são um dos fatores que tornam as continuações ainda melhores. A série continua em O Castelo no Ar, e logo após em A Casa de Muitos Caminhos. 

Diana W. Jones faleceu em 2011, tendo escrito até o final de sua vida, e ainda (teoricamente) deixou uma obra para ser publicada após sua morte.

Vale a pena parar para ler... ainda mais em entrar no mundo de Ingary, onde existem botas de sete léguas, espantalhos criam vida, pessoas se transformam em animais e estrelas caem de fato do céu... podendo se tornar outra coisa, ainda mais interessante...

Ame

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